terça-feira, 10 de outubro de 2017

O ancião e a corsa - Parte III

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Como a vaca não falava,
Era um animal que mugia,
Ali mesmo foi abatida
Acabando-se à agonia
Hamid se estremeceu
Sem perceber o que ocorria.

Hamid ficou surpreso
Com a tristeza que sentiu
Como se morresse alguém
Com aquela dor que sentiu
Amparado pela esposa
Que no seu íntimo, sorriu.

Foi trazido a sua presença
O bezerro já chorando
Ao se aproximar do pai
Nos seus pés foi se ajoelhando
O pai sentindo um pavor
Uma ordem foi proclamando:

- Peão, pare este sacrifício
Uma tristeza chegou
Depois da morte da vaca
A festança se acabou
Leve o bezerro de volta.
Levantou e se retirou.

Hamid ficou pensando
Na vaca que viu chorando
Percebeu algo nebuloso
E estranho se passando
Toda vez que via o bezerro
Ele ficava lhe olhando.

Alguns dias foram passando
Com o bezerro em pensamento
Ele não se conformava
Com aquele seu sentimento
Procurou uma advinha
Para ter esclarecimento.

Quando Hamid saiu com o filho
A mulher deitou na cama
Dizendo-se não ter medo
De bruxa, gênio ou cigana
E que a sua felicidade
Era a defesa de quem ama.

No momento da consulta
O bezerro foi levado
A advinha era uma bruxa
Percebeu o que foi passado
A primeira frase foi:
- O bezerro é o filho amado!

A bruxa seguiu dizendo:
- Eu mesma vou desfazer
Esta magia desgraçada
Teu filho vai aparecer
E a mulher que foi culpada
A magia vou reverter.

E antes que Hamid falasse
O bezerro estremeceu
Ele foi desconjurando 
Seu menino apareceu
Ao mesmo tempo que Hamid
A situação compreendeu.

Hamid ficou perplexo
A tristeza não sumia
Seu filho renasceu ali
Uma esposa na magia
A segunda falecera
Vítima de tirania.

Foi correndo para casa
Com semblante preocupado
Procurando sua mulher
Com o menino do seu lado
Viu uma corsa na sua cama 
Entendeu o que foi passado.

Prometeu naquele dia
Que da corsa ia cuidar
Até o fim da sua existência
Para o sofrer amenizar
Ao seu filho seria amor
E nunca mais iria casar.

Terminada toda estória
Os amigos foram comer
Bebida para fartar
A vida para esquecer
Os animais para lembrar
O que o homem pode fazer.

A mulher que vive o ciúme
Acaba com a relação
O marido que é ciumento
Estraga seu coração
Sentimento desgraçado
Que leva a separação.

Acabando esta leitura
Faça alguma reflexão
Para saber de tristeza
De inveja e conspiração
Veja a estória de uns cães negros
Falada na introdução.


terça-feira, 3 de outubro de 2017

O ancião e a corsa - Parte II

Resultado de imagem para passaro chamado corsa


O menino foi crescendo 
Criado com muita alegria 
Tudo que Hamid fizesse 
O filho também queria 
Onde quer que este pai fosse
O pai tinha companhia.

Até que chegou um momento 
De Hamid fazer uma viagem 
Teria um ano de duração 
Sem o menino na bagagem 
Para fazer seu comércio 
E manter paga a criadagem.

No momento da partida 
O menino só chorava 
Agarrado com sua mãe 
Que no desespero estava 
A força que Hamid tinha  
Era crer que retornava. 

Neste trabalho de Hamid 
Não deixe seu pensamento 
Veja como se deu a trama 
Que acabou com sofrimento 
Da mulher e do pequenino 
Com feitiço e encantamento.

A esposa, que era a primeira,
Resolveu estudar magia 
O prazer da enganação 
Ser aprendiz da tirania 
Versada em desfaçatez 
Engrossada com ironia.

Depois de passados meses 
De treino e sagacidade 
Teve uma idéia diferente 
De grande perversidade 
Transformar o menino e a mãe 
Em bovinos de verdade.

O bezerro e a vaquinha 
Foram deixados por ali 
No meio da bicharada 
Só comendo sapoti 
Atrelados nas carroças 
Para o roçado concluir.

Os criados deram por falta
Do menino que era amado 
E daquela moça humilde  
Que com Hamid havia casado 
Se perguntada, dizia:
- Não sei, devem ter viajado.

Depois de passada a viagem
O marido retornou 
À esposa toda animada 
Uma festa começou 
Escondendo na verdade 
O fato que planejou.
O marido achando estranho
Resolveu lhe perguntar:
- Onde estará minha esposa
Que não chegou a me abraçar?
E o meu pequeno menino 
Para um beijo poder me dar?

A esposa, viva e matreira,
Disse sem muita demora:
- Ela resolveu partir
Pegou teu filho e foi embora
Disse que amava só  a ti
E que voltava a qualquer hora.

- Em sua homenagem pensei
Que devemos festejar
Escolha uma vaca gorda
Para confraternizar
Comigo e teus convidados
Comida para fartar.

O marido sem saber
Nesta lorota embarcou
Mandou chamar todos amigos
Um banquete começou
A consorte trapaceira
À vaca selecionou.

Bem na frente do marido
A vaca mãe foi deixada
Foi chamado o melhor peão
Com uma estaca bem amolada
Que acertasse num só golpe
E a vida ser retirada.

A vaca olhou para Hamid
De um jeito muito penoso
Muitas lágrimas de choro
Um semblante pesaroso
Parecia ser uma pessoa
Num pesadelo horroroso.

terça-feira, 26 de setembro de 2017

O ancião e a corsa - Parte I

Resultado de imagem para passaro chamado corsa

A estória vem do Marrocos 
Trazendo sabedoria  
Falando sobre mulher
Ciúme, ódio, feitiçaria 
Amor de pai, sofrimento
E a morte por tirania. 

Hamid estava num bar 
Esperando um grande amigo 
Que, para fazer negócios,
Passou um tempo sumido 
No retorno trouxe uns cães 
Cabisbaixos sem latido.

Este misterioso amigo,
Deve o leitor conhecer,
Era o dono dos cães negros 
Que sentou para dizer 
A estória da sua família 
O que lhe foi acontecer.

Depois de ouvir com atenção
À estória de sofrimento 
Hamid resolveu contar 
Todo seu padecimento 
Iniciando pela busca 
De mulher pra casamento.

Era rico de nascença
Do comércio faturava 
Mas mulher não conseguia 
Em toda casa que andava
Pagaria qualquer dote 
Desde que fosse educada.

Depois de andar pelo país 
Procurando por uma esposa
Ele achou uma jovem que 
Tinha um olhar de mariposa 
Sorriso dissimulado 
Astúcia de uma raposa.

Resolveu lhe apresentar
A quem fosse sua amizade
Achando a mulher perfeita 
Que vivia da honestidade 
Os amigos no contraponto 
Viam esperteza e falsidade.

Como não adianta falar 
A quem esteja apaixonado 
E conversa da amizade 
Não entra em coração fechado,
Com menos de trinta dias
Já se fazia um homem casado. 

Depois de um tempo casado 
Vivendo a felicidade 
Começou a esperar por filhos 
Por falta de novidade 
Apesar das tentativas 
E por horas de atividade.

Os filhos não apareceram 
Para alegrar o coração 
Hamid sugeriu a cônjuge 
Uma nova solução 
Casar - se com outra mulher
Defendia a constituição.

Resolveu iniciar uma busca 
Em baixa classe social 
Por pessoa que fosse humilde 
De alegria descomunal 
Que aceitasse a situação 
Sem pensar no bacanal.

E depois de certo tempo
Achou mulher que aceitasse 
O fato de ser casado
E com isso não incomodasse 
Não era para falar bem
Apenas que engravidasse.

A mulher ouviu tal proposta 
Aceitou sem ter noivado 
O casório foi com festa 
Na primeira foi gerado
Esperou por nove meses
Nasceu o menino esperado.

A primeira mulher dele
Fez as vontades do marido 
Por fora se via alegria 
Pelo que foi acontecido
Por dentro era só rancor 
Com seu coração partido.

terça-feira, 19 de setembro de 2017

A morte


Encantado com um cordel
De repetente pensei em morte
Presente na sina do homem
E se pode ser uma sorte
Do pensar uma reflexão 
Percebi uma conclusão
Para a vida, este é o norte.

Resultado de imagem para a morte

A morte não tem respeito
Por nenhuma autoridade
Juiz, promotor, ministro
Quem tiver notoriedade
Para qualquer ser vivente
Trata todos como gente
Imparcial será sua igualdade.

E quem pensa que viveu
Tome ai muito cuidado
Idade não põe respeito
À morte com seu cajado
Bebê, criança, adolescente
Ou velho remanescente
Uma hora será lembrado.

Se estiver sadio e passeando
Ou no leito de uma cama
A morte faz companhia
A sentença ela proclama
Leva sem pena quem quer
De jeito que estiver
Na escolha ela não se engana.

O lugar pode ser lindo
A alegria ser sonora
Leva ela qualquer sujeito
Sem demanda e sem demora
Seja um grande vencedor
Ou da vida perdedor
Ela leva a vida embora.

A certeza dessa vida
É que um dia se irá morrer
Se muito você viveu
Ou se havia para vencer
Para a morte ninguém importa
Aproveite a vida torta
Agradeça ao amanhecer.

De tudo já se tentou
Para a morte ser evitada
Reza, fé, feitiçaria
Até ciência organizada
O mapeamento genético
Até levar choque elétrico
Mas tudo resultou em nada.

Então que a sorte se tenha
E que venha a desgraçada
No momento que aprouver
Quando for na hora marcada
O desejo é que demore
Que a vida a gente explore
E pelo amor seja guiada.

terça-feira, 5 de setembro de 2017

Ofereço a minha melhor aluna de tutoria

Alunos em tutoria
Fazendo uma discussão
Barulho descontrolado
Lá no meio da falação
Alguém pergunta baixinho:
- Professor, estou o caminho?
A todos chamou atenção.

Estava tudo correto
Em nada contribui
Percebendo uma certeza
Em cada frase que ouvi
Disfarçando com meu olhar
Sem querer lhes atrapalhar
No silêncio me escondi.

terça-feira, 29 de agosto de 2017

Cubo de Rubik - Como resolver?

Será que tem um desafio
Difícil de se vencer
É este novo Cubo de Rubik
Que tenta satisfazer
Aquele que for capaz
Como forma de lazer.
Se existe algo mais difícil
Nunca se viu nesta vida
Nem mesmo a Filosofia
Deixa a mente tão destruída
É um jogo de tentativas
Parecendo não ter saída.
A solução pode ser
Se socorrer com o criador
Para tornar este objeto
Um brinquedo encantador
Para mostrar qual o caminho
De montagem a um jogador.


terça-feira, 22 de agosto de 2017

O ancião e a corsa - PARTE III



O marido achando estranho
Resolveu lhe perguntar:
- Onde estará minha esposa
Que não chegou a me abraçar?
E o meu pequeno menino 
Para um beijo poder me dar?

A esposa, viva e matreira,
Disse sem muita demora:
- Ela resolveu partir
Pegou teu filho e foi embora
Disse que amava só  a ti
E que voltava a qualquer hora.

- Em sua homenagem pensei
Que devemos festejar
Escolha uma vaca gorda
Para confraternizar
Comigo e teus convidados
Comida para fartar.

O marido sem saber
Nesta lorota embarcou
Mandou chamar todos amigos
Um banquete começou
A consorte trapaceira
À vaca selecionou.

Bem na frente do marido
A vaca mãe foi deixada
Foi chamado o melhor peão
Com uma estaca bem amolada
Que acertasse num só golpe
E a vida ser retirada.

A vaca olhou para Hamid
De um jeito muito penoso
Muitas lágrimas de choro
Um semblante pesaroso
Parecia ser uma pessoa
Num pesadelo horroroso.

Como a vaca não falava,
Era um animal que mugia,
Ali mesmo foi abatida
Acabando-se à agonia
Hamid se estremeceu
Sem perceber o que ocorria.

Hamid ficou surpreso
Com a tristeza que sentiu
Como se morresse alguém
Com aquela dor que sentiu
Amparado pela esposa
Que no seu íntimo, sorriu.

Foi trazido a sua presença
O bezerro já chorando
Ao se aproximar do pai
Nos seus pés foi se ajoelhando
O pai sentindo um pavor
Uma ordem foi proclamando:

- Peão, pare este sacrifício
Uma tristeza chegou
Depois da morte da vaca
A festança se acabou
Leve o bezerro de volta.
Levantou e se retirou.

Hamid ficou pensando
Na vaca que viu chorando
Percebeu algo nebuloso
E estranho se passando
Toda vez que via o bezerro
Ele ficava lhe olhando.

Alguns dias foram passando
Com o bezerro em pensamento
Ele não se conformava
Com aquele seu sentimento
Procurou uma advinha
Para ter esclarecimento.

Quando Hamid saiu com o filho
A mulher deitou na cama
Dizendo-se não ter medo
De bruxa, gênio ou cigana
E que a sua felicidade
Era a defesa de quem ama.

No momento da consulta
O bezerro foi levado
A advinha era uma bruxa
Percebeu o que foi passado
A primeira frase foi:
- O bezerro é o filho amado!

A bruxa seguiu dizendo:
- Eu mesma vou desfazer
Esta magia desgraçada
Teu filho vai aparecer
E a mulher que foi culpada
A magia vou reverter.

E antes que Hamid falasse
O bezerro estremeceu
Ele foi desconjurando 
Seu menino apareceu
Ao mesmo tempo que Hamid
A situação compreendeu.

Hamid ficou perplexo
A tristeza não sumia
Seu filho renasceu ali
Uma esposa na magia
A segunda falecera
Vítima de tirania.

Foi correndo para casa
Com semblante preocupado
Procurando sua mulher
Com o menino do seu lado
Viu uma corsa na sua cama 
Entendeu o que foi passado.

Prometeu naquele dia
Que da corsa ia cuidar
Até o fim da sua existência
Para o sofrer amenizar
Ao seu filho seria amor
E nunca mais iria casar.

Terminada toda estória
Os amigos foram comer
Bebida para fartar
A vida para esquecer
Os animais para lembrar
O que o homem pode fazer.

A mulher que vive o ciúme
Acaba com a relação
O marido que é ciumento
Estraga seu coração
Sentimento desgraçado
Que leva a separação.

Acabando esta leitura
Faça alguma reflexão
Para saber de tristeza
De inveja e conspiração
Veja a estória de uns cães negros
Falada na introdução.

terça-feira, 15 de agosto de 2017

O ancião e a corsa - PARTE II


A estória vem do Marrocos 
Trazendo sabedoria  
Falando sobre mulher
Ciúme, ódio, feitiçaria 
Amor de pai, sofrimento
E a morte por tirania. 

Hamid estava num bar 
Esperando um grande amigo 
Que, para fazer negócios,
Passou um tempo sumido 
No retorno trouxe uns cães 
Cabisbaixos sem latido.

Este misterioso amigo,
Deve o leitor conhecer,
Era o dono dos cães negros 
Que sentou para dizer 
A estória da sua família 
O que lhe foi acontecer.

Depois de ouvir com atenção
À estória de sofrimento 
Hamid resolveu contar 
Todo seu padecimento 
Iniciando pela busca 
De mulher pra casamento.

Era rico de nascença
Do comércio faturava 
Mas mulher não conseguia 
Em toda casa que andava
Pagaria qualquer dote 
Desde que fosse educada.

Depois de andar pelo país 
Procurando por uma esposa
Ele achou uma jovem que 
Tinha um olhar de mariposa 
Sorriso dissimulado 
Astúcia de uma raposa.

Resolveu lhe apresentar
A quem fosse sua amizade
Achando a mulher perfeita 
Que vivia da honestidade 
Os amigos no contraponto 
Viam esperteza e falsidade.

Como não adianta falar 
A quem esteja apaixonado 
E conversa da amizade 
Não entra em coração fechado,
Com menos de trinta dias
Já se fazia um homem casado. 

Depois de um tempo casado 
Vivendo a felicidade 
Começou a esperar por filhos 
Por falta de novidade 
Apesar das tentativas 
E por horas de atividade.

Os filhos não apareceram 
Para alegrar o coração 
Hamid sugeriu a cônjuge 
Uma nova solução 
Casar - se com outra mulher
Defendia a constituição.

Resolveu iniciar uma busca 
Em baixa classe social 
Por pessoa que fosse humilde 
De alegria descomunal 
Que aceitasse a situação 
Sem pensar no bacanal.

E depois de certo tempo
Achou mulher que aceitasse 
O fato de ser casado
E com isso não incomodasse 
Não era para falar bem
Apenas que engravidasse.

A mulher ouviu tal proposta 
Aceitou sem ter noivado 
O casório foi com festa 
Na primeira foi gerado
Esperou por nove meses
Nasceu o menino esperado.

A primeira mulher dele
Fez as vontades do marido 
Por fora se via alegria 
Pelo que foi acontecido
Por dentro era só rancor 
Com seu coração partido.

O menino foi crescendo 
Criado com muita alegria 
Tudo que Hamid fizesse 
O filho também queria 
Onde quer que este pai fosse
O pai tinha companhia.

Até que chegou um momento 
De Hamid fazer uma viagem 
Teria um ano de duração 
Sem o menino na bagagem 
Para fazer seu comércio 
E manter paga a criadagem.

No momento da partida 
O menino só chorava 
Agarrado com sua mãe 
Que no desespero estava 
A força que Hamid tinha  
Era crer que retornava. 

Neste trabalho de Hamid 
Não deixe seu pensamento 
Veja como se deu a trama 
Que acabou com sofrimento 
Da mulher e do pequenino 
Com feitiço e encantamento.

A esposa, que era a primeira,
Resolveu estudar magia 
O prazer da enganação 
Ser aprendiz da tirania 
Versada em desfaçatez 
Engrossada com ironia.

Depois de passados meses 
De treino e sagacidade 
Teve uma idéia diferente 
De grande perversidade 
Transformar o menino e a mãe 
Em bovinos de verdade.

O bezerro e a vaquinha 
Foram deixados por ali 
No meio da bicharada 
Só comendo sapoti 
Atrelados nas carroças 
Para o roçado concluir.

Os criados deram por falta
Do menino que era amado 
E daquela moça humilde  
Que com Hamid havia casado 
Se perguntada, dizia:
- Não sei, devem ter viajado.

Depois de passada a viagem
O marido retornou 
À esposa toda animada 
Uma festa começou 
Escondendo na verdade 
O fato que planejou.