terça-feira, 8 de maio de 2018

Lula es´ta preso mesmo?


Uma coisa bem difícil 
Que nos deixa insatisfeito 
É não conhecer de nada
Que está dentro do Direito 
Principalmente a justiça 
Que diz não fazer injustiça 
Para o que já estiver feito.

Julga-se primeiro o mérito
Para saber se há conceito 
Antes de imputar sentença
Ao causador do defeito
Àquele que for de bem 
Ou àquele que o bem retém 
Para o que já estiver feito.

Depois a vida do paciente 
Para não lhe causar dano 
Tudo bem visto e esmiuçado 
Pra que não seja tirano 
Daí se segue doravante 
De uma forma bem vibrante 
Para ao mal não passar pano.

Ao emérito magistrado 
Cabe a função de julgar 
O problema como um todo 
E a sentença divulgar.
Sem ele não faz sentido 
Como músico sem ouvido 
Ou cérebro sem pensar.

O promotor ataca sempre
O paciente sem ter pena 
A verdade que lhe cabe 
É acusar sem ter dilema 
Retratando todos os fatos
Qualquer que seja o artefato
Sendo a verdade seu tema.

O advogado almocreve 
Parece até um estilista
Faz das tripas coração 
Até a causa trabalhista 
Criando sempre alguma tese 
A quem a sociedade deve 
Como um verdadeiro artista.

Ao cliente que gerou o pleito 
Somente cabe esperar 
Torcer para prescrever 
Ou jurisprudência criar
Deve se afastar dos seus 
Se aproximar do seu Deus
E a todo mundo pagar. 

terça-feira, 1 de maio de 2018

Lula - Preso!

A notícia que é bombástica
É de deixar qualquer um teso
Preocupado, pensativo
Chocado, triste e surpreso
Quem poderia imaginar
Até mesmo acreditar
Lula, o presidente, preso.

O povo petista briga
Para qualquer situação
Mas Lula acalmou seu povo
Naquele dia da prisão
Isso também foi surpresa
E tamanha foi a lerdesa
Dos comunistas sem ação.

Se você idolatra Lula
Assuma agora este pleito
Saia da sua comodidade
Se torne um novo sujeito
Faça uma passeata unida
De esperança veja a vida
Solte Lula a qualquer jeito.

Fique de pé, passe dias
Da situação seja envolto
Peça para que seu Deus
Não deixe Lula no couto
A justiça se fará
E você fique por lá

Até que ele seja solto.

terça-feira, 24 de abril de 2018

Pré-eleições 2018 - PARTE III


O discurso "força bruta"
Vai ser duro e terá espaço 
Bolsonaro é o nome dele
Faz rir, parece palhaço
Mas a revolta da pessoa
Na palavra dele, ecoa 
Pode fazer estardalhaço.

O discurso da impaciência 
Na eleição terá seu nome
Palavras de Ciro Gomes 
Agressor de quem o consome 
Nunca se ouviu divulgar
A quem ele pode agradar 
Ou de alguém que tirou a fome.

Outro é o Geraldo Alquimim 
Profissional anestesista 
Nem quando o filho morreu
Se mostrou um pessimista 
Fala sempre de vagar 
Como fosse anestesiar 
Semelhante a um vigarista.

O escariotes Michel Temer 
Também quer ser candidato 
Grampeado na gravação 
Sorriu pra escapar do fato
Fez das tripas coração 
Pra escapar de delação 
E não cair na lava-jato.

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A voz de Marina Silva 
Se relaciona ao que é nobre
Fala manso e de vagar 
Deve nada a quem lhe cobre 
Foi ministra da nação 
Mora em palácio ou mansão 
Diz que sabe o que é ser pobre.

O novo Henrique Meireles 
Deseja ver o capital 
Seu trabalho já foi bom
Dentro do banco central
Tá ruim para presidente 
Falta-lhe o que nos convence 
Só se inventar um plano real.

Ninguém conhece o boa gente
Chamado Rodrigo Maia
Da malandragem carioca 
Aprendeu a fazer tocaia 
Está sempre sorridente 
Por tudo que fez pra gente 
Merece uma grande vaia.

Quem desistiu sem dever 
Em nada era fanfarrão 
O charmoso Luciano Huck
Que conquistou esta nação 
Explorando o sentimento 
Que o povo sente por dentro 
Demonstrado na emoção.

Nesta eleição haverá 
O voto que será manco 
Como se o povo estivesse
Numa praça, só e num banco
Tentando ainda dar valor 
A quem não mantém pudor
Votando na tecla branco.

Um voto que vai ser forte 
É aquele do manifesto 
Que mostra a insatisfação 
E para nada eu o contesto 
Será aquele voto nulo 
Dizendo: "- Saiam do seu casulo
Porque aqui está meu protesto."

Não se vê outros candidatos  
Capazes de competir 
Com estas personalidades 
Que gostem de discutir 
Agora é entregar pra Deus 
Que cuide dos filhos seus 
E crer no que está por vir.

terça-feira, 17 de abril de 2018

Pré-eleições 2018 - Parte II


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Atibaia, triplex, dinheiro 
O povo ficou sabendo 
Um politico com mala
Foi filmado por aí correndo 
Presidente foi gravado 
No momento do aliciado 
Mas nada ficou valendo.

Não falo aqui do partido 
Somente do candidato 
Existe gente que é honesta 
No meio de quem tem tato 
Misturado com quem é ruim
Discutindo com arlequim 
Vive fora do compasso.

Na corrida a presidência 
Lula não teria rival
O povo o idolatra agora 
Seria vitória sem igual
Para lei teve pendência 
Conferindo inconsistência 
Deixando assim de ser o tal.

Ainda brinca com a justiça 
Dizendo-se que é inocente 
Que vai ser preso político 
Mas ninguém sabe se mente
O bom mesmo é contratar 
Advogado a falar 
Pra ver se ele se convence.

terça-feira, 10 de abril de 2018

Pré-eleições 2018 - PARTE I


Um tópico bem interessante, 
Ao mesmo tempo espinhoso, 
É falar na votação  
Para um povo vigoroso 
Com espírito varonil
Que defende seu Brasil 
E tem caráter amistoso.

Estava um pouco nervoso 
Agonia no coração 
Estressado com o Brasil 
Pensamento na nação 
Há muito rico sonhando 
Que diz ser um pobre falando
Dessa nossa situação.

Roubo pra cá, guerra lá...
Como se fosse valer.
Nem o supremo tribunal 
Consigo reconhecer!
A solução é pensar bem 
Saber agora para quem 
Meu voto poderá ter.


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Quem serão estes candidatos 
Para nossa conferência
Citados na lava-jato 
Não podem na presidência 
O Brasil vive sem rumo 
Precisa encontrar seu prumo 
Vencer pela persistência.

O Brasil já foi pras ruas
Fez carta e abaixo assinado 
Fez barulho, quebrou tudo 
Por políticos foi vaiado
Fez panelaço em discurso 
Bradou como se fosse um urso
Ficou desmoralizado.

terça-feira, 3 de abril de 2018

Sérgio Cortella



O mago Sérgio Cortella
Fala da filosofia
Contagiado por Pitágoras
Fala sempre pra alegria
Daquele que lhe escuta
Vive, trabalha, labuta
E procura em si harmonia.

sexta-feira, 30 de março de 2018

QUESTÃO DE PROVA


Houve uma contenda na instituição que trabalho. Uma questão de prova conseguiu 100% de erro e os professores queriam simplesmente anular esta questão. Eu escrevi UM VERSO e depois enviei uma carta aos professores.

VERSO
Uma coisa bem difícil 
Que nos deixa ibsatisfeito 
É não conhecer da nada
Que está dentro do Direito 
Principalmente a justiça 
Que diz não fazer injustiça 
Para o que já estiver feito.

CARTA
Prezada professora Larissa,

Peço vênia a vossa excelência para o pleito desta questão.

É constitucional o fato da solicitação por parte dos impetrantes para anulação da questão, entretanto se faz claro que ainda não houve petição por esta parte aos eméritos e impetrados professores do P2

Vossa excelência usa bem a democracia, mas é importante observar os trâmites legais. O código de ética médica diz que a parte ofendida deve se dirigir a instituição e PROVAR que houve erro.

Então peço para que vossa excelência, na condição de chefe deste setor em que trabalho, use o bom senso para não haver desmoralização dos demais colegas docentes.

Em tempo faço lembrar que faz parte do aprendizado dos impetrantes solicitar anulação da questão que foi alvo das discussões.

RESOLUÇÃO 
A questão foi mantida para que os alunos pudessem discernir o que seria melhor para eles.

terça-feira, 13 de março de 2018

Literatura de Cordel

Literatura de cordel também conhecida no Brasil como folheto, é um gênero literário popular escrito frequentemente na forma rimada, originado em relatos orais e depois impresso em folhetos. Remonta ao século XVI, quando o Renascimento popularizou a impressão de relatos orais, e mantém-se uma forma literária popular no Brasil. O nome tem origem na forma como tradicionalmente os folhetos eram expostos para venda, pendurados em cordas, cordéis ou barbantes em Portugal. No Nordeste do Brasil o nome foi herdado, mas a tradição do barbante não se perpetuou: o folheto brasileiro pode ou não estar exposto em barbantes. Alguns poemas são ilustrados com xilogravuras, também usadas nas capas. As estrofes mais comuns são as de dez, oito ou seis versos. Os autores, ou cordelistas, recitam esses versos de forma melodiosa e cadenciada, acompanhados de viola, como também fazem leituras ou declamações muito empolgadas e animadas para conquistar os possíveis compradores. Para reunir os expoentes deste gênero literário típico do Brasil, foi fundada em 1988 a Academia Brasileira de Literatura de Cordel, com sede no Rio de Janeiro.

Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Literatura_de_cordel 

terça-feira, 6 de março de 2018

A poesia e a magistratura - Marcos Mairton

Aos meus leitores queridos 
Existe um bom magistrado 
De quem já sou muito fã 
Ele é um poeta advogado 
Mas nunca foi professor 
É um grande legislador 
Na justiça federal
Grande mestre e magistral 
Não perdoa quem for julgado.

Atende por Marcos Mairton 
Poeta cantador arretado 
Que mora no Ceará, 
Um local muito arrumado.
Agora os presos revoltos 
Com muitos bandidos soltos 
Vivendo o povo enjaulado.

Deixo aqui uma poesia dele.

POESIA E MAGISTRATURA
Marcos Mairton

Certa vez, fui perguntado
Sobre como eu conseguia
Dedicar-me à poesia
Sendo eu um magistrado.
Vivendo tão ocupado,
Com as questões do Direito,
Como é que dava jeito
Para escrever rimando,
E também metrificando,
Fazendo verso perfeito?

Eu, antes de responder,
Calado, pensei assim:
Quem pergunta isso pra mim
Não conhece o “métier”
De quem tem que resolver
Toda sorte de conflito.
Que de perto escuta o grito
Da nossa sociedade,
Clamando por igualdade,
Pedindo pena ao delito.

Ser poeta e ser juiz
O que há de estranho nisso,
Pra quem tem o compromisso
De ouvir a parte o que diz?
Que vê o olhar feliz
De quem ganhou a questão
E tem a satisfação
De sentir que fez Justiça
Reparando a injustiça
Que atingiu o cidadão?

Eu penso que a poesia
Está em todo lugar,
E quem vive a julgar
A encontra todo dia:
Quando o parquet denuncia
Quando o réu faz sua defesa
Quando a polícia traz presa,
Gente por ela detida,
É a poesia da vida
Que me chega de surpresa!

A poesia aparece
Quando o advogado
No pedido formulado
Diz: - Doutor, ela merece,
Todo dia sobe e desce
A ladeira da “Queimada”
Carregando uma enxada
Para trabalhar na roça
Não é justo que não possa
Ser agora aposentada.

A poesia é presente
No olhar do acusado
Seja quando é culpado,
Seja quando é inocente.
Na testemunha que mente,
E na que fala a verdade.
Na imparcialidade
Que todo juiz queria.
Veja quanta poesia
Em nossa realidade.

Por isso eu acho normal
Que todo bom magistrado
Venha a ser considerado
Poeta em potencial.
Incorre em erro fatal
Quem quiser fazer sentença
Somente com o que pensa
Sem revelar o que sente.
Um juiz desse, é urgente
Que se afaste, de licença.

Tulio Liebman lecionava,
Que a sentença é assim,
Vem de “sentire”, em latim,
E, dessa forma, ensinava:
Que na sentença se grava
Não somente o pensamento,
Mas também o sentimento
Do juiz que a profere.
Que ninguém desconsidere
Esse grande ensinamento.

Se o poeta, realmente,
Não é mais que um “sentidor”.
Que chega a sentir que é dor
“A dor que deveras sente”,
Juiz não é diferente
Quando cumpre sua função.
Mesmo quando a decisão
Em versos não se transforma
Na aplicação da norma
Há uma carga de emoção.

Fique tranqüilo, portanto,
Meu colega, magistrado,
Se, agora, aí sentado,
Lhe surpreender o pranto.
Pois não será por encanto,
Magia ou maldição.
É só manifestação,
Que nesse instante sentiste,
Do poeta que existe
Dentro do seu coração.